Não consigo perdoar

Já fui tão humilhada, machucada por tantas pessoas, inclusive as próximas de mim. Que eu não consigo perdoar e gostar de alguém. Eu temo me aproximar das pessoas e essas pessoas me machucarem.

 

Reportar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Anti-Spam *

2 Comentários

  • Irmã,

    Jesus foi humilhado, ultrajado, despido de suas vestes e pregado nu em uma cruz na frente de muitos… e o que Ele pediu ao Pai? “Pai perdoai-os eles não sabem o que fazem.”
    Ali na cruz, sangrando, sentindo fortes dores, com cuspes e sangue misturados e o corpo todo chagado por causa dos chicotes ELE pede perdão para os que fizeram isso com Ele.

    Faça o mesmo. Peça misericórdia a Deus por essas pessoas e encare isto como uma provação em sua vida. Ninguém chega aos céus se não passar por provações aqui na Terra. Até Santa Terezinha do Menino Jesus, sendo freira, dentro do mosteiro passou por provações e provocações.

    Suporte com fé e creia que Ele te recompensará. Jesus disse: “Coragem, eu venci o mundo!”. Tenha coragem você também pois Ele está contigo.

  • Perdoar faz bem
    Quando na vida, ocupamos um espaço muito grande para algum ressentimento, possuímos uma mágoa, é o que argumenta Fred Luskin em seu livro O poder do perdão da Editora Novo Paradigma (2002). Para ele, perdoar é diminuir esse espaço, é viver a vida com outra intensidade, é estar menos mobilizado por uma história sobre a mágoa.

    “O perdão é a sensação de paz que emerge quando o sujeito assume seu sofrimento em termos menos pessoais, assume a responsabilidade de como se sente e torna-se herói e não uma vítima na história que relata”, afirma Fred Luskin.

    Perdão é a compreensão de que o sofrimento faz parte da vida, e que raiva e ressentimento são reações pertinentes aos acontecimentos dolorosos. É uma habilidade que se pode aprender, assumindo a responsabilidade por como nos sentimos quando alguém nos faz sofrer. Não podemos mudar o passado, mas aprendemos a lidar com essas lembranças e não a esquecê-las.

    Quando culpamos outra pessoa pela maneira como nos sentimos, damos a essa pessoa o poder sobre nossas emoções, levando a nos sentir vítimas de alguém, por isso, o autor refere-se que “conservar pessoas responsáveis por suas ações não é o mesmo que culpá-las pelo jeito que você se sente. É difícil se livrar do sofrimento diante da crueldade das pessoas”. Embora ferido, o perdão significa que o sujeito opte por se magoar e sofrer menos e por fazer parte da solução do problema.

    Segundo Greenberger e Padesky, autores do livro A mente vencendo o humor, é normal sentir raiva, a qual só será um problema, quando aparecer com muita freqüência ou muita intensidade. Também é prejudicial quando está ausente, pois a incapacidade de reagir frente a uma situação de maltrato, reagindo com resignação, surge na pessoa sentimentos negativos que levam à depressão.

    O modelo teórico cognitivo-comportamental pressupõe que as nossas emoções e comportamentos são influenciados pela maneira de como percebemos e interpretamos os eventos, e como em todos os estados do humor, a raiva é sustentada por pensamentos e crenças específicos, que muitas vezes podem estar distorcidos.

    Através das técnicas da terapia cognitivo-comportamental, as crenças não verdadeiras e os pensamentos distorcidos podem ser modificados, desenvolvendo-se novas crenças, facilitando a mudança dos estados de humor e do comportamento.

    Raiva e Saúde

    A raiva é uma emoção que resulta estresse, proporciona uma revolução orgânica que pode causar transtorno físico agudo, do tipo infarte ou derrame.

    O ódio implica numa mágoa crônica que gera o desequilíbrio interno corporal, “mais compatível com o câncer, com arteriosclerose, com a diabetes e com a hipertensão crônica” afirma o psiquiatra G. J. Ballone, em Raiva e ódio: emoções negativas, encontrado no site http://www.psiqweb.med.br.

    “Alguns estudos médicos e psicológicos revelaram que raiva e hostilidade duradouras são prejudiciais à saúde cardiovascular” afirma Fred Luskin, tais como nos motivos apresentados nos exemplos abaixo:

    Hipertensão arterial: por causa da contração dos vasos sanguíneos.

    Arritmias cardíacas : por causa da estimulação simpática ou parassimpática.

    Trombose e oclusão das coronárias: devido ao aumento da agregação das plaquetas e mobilização das placas de gordura.

    Infarto do miocárdio: devido à oclusão das coronárias ou aumento do consumo de oxigênio pelo miocárdio

    Outras enfermidades também podem ser acentuadas ou causadas pela mágoa e pelo rancor, dentre elas estão: dor de cabeça, dores musculares, fibromialgia, gastrites e úlceras, problemas intestinais, problemas de memória, problemas de pele, queda na imunidade, vertigem, doenças alérgicas, como a asma, por exemplo e a depressão. A depressão é fator de risco tanto para as doenças cardíacas como para o derrame cerebral.

    Portanto, reflita sobre suas histórias de mágoas, propicie que elas se transformem em histórias de perdão. Perdoar faz bem em todos os sentidos, faz bem ao corpo, à alma e principalmente enriquece nossos relacionamentos.

    Autor/ Fonte
    Márcia Copetti / Márcia Copetti
    Fonte:http://www.sitemedico.com.br/sm/materias/index.php?mat=1777