Me sinto muito mal como gestor

Tenho 35 anos, entrei numa grande empresa pública há 3 anos e em tempo recorde fui promovido a um cargo de chefia, onde geralmente profissionais próximos de se aposentarem atingem este nível. Não escrevo estas mensagens para causar qualquer tipo de compaixão, mas a cada dia que passa eu me decepciono cada vez mais com as pessoas. Com a falta de Deus no coração das pessoas, e como é forte minha percepção que seguir a Deus em primeiro lugar, nas escolhas, é frequentemente visto de maneira pouco assertiva no meio empresarial. Cuido de algumas unidades da companhia e tenho uma boa equipe onde tendo promover a paz, o ambiente fraterno, a solidariedade e a responsabilidade com as tarefas delegadas. Já ouvi muita gente dizer que hoje, muita coisa andou, muita coisa melhorou, mais responsabilidades foram absordidas, no contexto da empresa, etc. Busco tratar todos os subordinados com carinho, respeito e dignidade, enquanto outros gestores que se julgam superiores, nem bom dia são capazes de oferecer e se tiverem a oportunidade de humilhar, assim o farão sob o pretexto de serem “profissionais e defensores dos processos da empresa”.

Quase todos os dias me sinto como se eu fosse uma aberração, ou como um ser a ser combatido. Muitos dos que me combatem estão loucos pelo meu cargo, afinal é ótimamente remunerado, mas são tantos os detalhes, são tantas as responsabilidades, tantos os leões a serem matados diáriamente, que muitas vezes eu me pergunto se estas pessoas tão ambiciosas cegamente sabem o que estão pedindo a Deus ou concorrendo, muitas vezes deslealmente para almejarem.
Não sei até aonde aguento, e tenho a impressão que o bulling também existe no meio empresarial.

Sei que posso errar, cometer falhas como gestor, mas quem não erra? Ainda mais quando surgem diversas variáveis, diariamente, que obrigam e tornam muito dificil uma decisão assertiva, mas não baseada em fatos concretos.

Peço a Deus apenas sabedoria e o que ele achar que eu mereça para me tornar cada dia melhor, pois estou convencido que se dependesse da minha satisfação pessoal, já teria renunciado, pois o nível de estresse que sou exposto muitas vezes deliberadamente, por outros que adoram competir, mas sem um propósito nobre, é tão alto que minha saúde física e mental está abalada, e se continuo é apenas para pagar meu financiamento habitacional, e com a graça do bom velhinho lá em cima, logo logo vou quitar.

Neste mundo, cada vez mais sem Deus no coração dos homens eu só peço a ele de nunca deixar de oferecer paz, principalmente ao espírito, aos seus filhos de boa vontade.

 

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