Eu acho que eu te amo

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Eu confesso que você entrou no meu coração.

Eu confesso que, quando estou ao seu lado, tudo em mim muda. Um calor sobe, eu me estremeço toda. Quando você me olha, meu mundo se acaba ali e a vergonha toma conta de mim. Não consigo prosseguir com um olhar mais profundo porque simplesmente meu coração não suporta o magnetismo da sua alma.

Por quê, D*? Por que depois de tantos anos, esse sentimento aparece só agora? E por que você parece que sente o mesmo, mas parece que não vai dar nenhum parecer? Por que você pode ser assim tão lindo, ter um caráter tão enorme, e ser assim tão carinhoso comigo, e ser assim tão querido por mim e por todos na minha família, e eu nem posso fazer nada por que nem ao menos saberia sua reação? E nem posso fazer nada, embora queira, porque posso colocar por água abaixo uma relação quase que fraternal de tantos anos e tanta afinidade entre nossos familiares.

Eu quero você, D*. Eu quero você porque a gente combina. A gente gosta das mesmas coisas, a gente curte a mesma música, nosso caráter é admirável, você é lindo, e me acha linda. Eu acho que eu amo você. Que ruim dizer isso.

Depois de anos de namoro e um recém término, como pode assim um homem chegar do nada e mexer tanto comigo? Por que é que quando você chega do meu lado meu coração grita, minha alma se preenche e meu corpo aquece? Por que é que quando você está do meu lado, a minha imensa vontade é te dar um eterno abraço? Por que é que você consegue fazer isso de mim, quando em menos de 2 horas antes eu confessava a uma melhor amiga que tudo o que eu mais queria nessa vida era ficar sozinha por um bom tempo, e que eu estava feliz por me sentir assim? E logo depois, tudo muda? Como é que você consegue fazer isso, meu lindo?

Aquela canção que você tocou e cantou, você tocou pra mim? Se foi para outra mulher, saiba, Du, que você acabou tocando outro coração. Se tentou tocar o coração dela com aquela canção, saiba que tocou o meu. E que agora, de tanto eu ouvi-la na sua bela voz, e encontrar a tradução, eu tento me convencer de todas as formas que embora a canção esteja encaixada exatamente no meu momento e no meu contexto, a canção não é pra mim. Porque se assim eu não me convencesse, e poderia sofrer mais, se acaso você não me quisesse o tanto quanto eu quero você.

D*, eu quero você. Esquece que nos conhecemos de tão pequeninos. Esquece que eu ia pra outro país e viver uma vida lá, com outro homem, talvez. Aliás estou bem em dúvida, porque parece que o homem que eu esperei a vida toda e talvez encontrasse do outro lado do mundo apenas, pode na verdade estar aqui bem do meu lado: do lado do meu bairro, do lado da minha família, do lado do meu coração. Do lado das pessoas que mais amo.

D*, o que eu faço? O que você quer que eu faça? Será que você também tanto quer de mim o que eu quero de você? Nesse momento eu largo a viagem por você. Se for pra você me fazer feliz, e pra eu poder fazer você tão feliz e sermos tão felizes o quanto nós dois sabemos que merecemos, eu largo tudo e deixo nas mãos de Deus pra Ele decidir o que quer fazer de mim. Mas a princípio, meu esporte, minha profissão, meus planos, minha vida, tudo foi por água abaixo, porque você mexe comigo de uma forma que eu nunca esperaria. Você é o homem que eu sempre esperei pra mim. Você tem o grande poder de me tirar do sério, de ser cavalheiro, envolvente e carinhoso comigo, de me fazer confundir o contexto das coisas (pra quem foi aquela canção, me diz!!!), e me diz, como diz nosso grande Renato, “E então, a culpa é de quem, a culpa é de quem?”.

A culpa é sua, D*. A culpa é sua, de ter esse caráter enorme, essa responsabilidade plausível, essa inteligência admirável, esse olhar gostoso e penetrante, essa feição limpa e honesta, esse ar de segurança, da masculinidade aliada ao cuidado que eu tanto sinto falta. A culpa é sua de ter chegado justo nesses meus momentos de fraqueza. Agora me diz, o que devemos fazer? Devo chamar você? Devo te convidar pra sair? E você, seria muito conservador? E você, deixaria eu dançar pra você, e te envolver numa nova melodia, numa nova música da qual tenho certeza que antes nunca tocou seus instintos?

Eu faço isso. Por você eu faço. Por você eu tiro o véu. Pra você, eu danço. Você eu envolvo. Você eu beijo, com todo meu amor. Pra você eu faço. Pra você eu entrego o meu coração, cheio de pureza de sentimentos, de amor verdadeiro, de luz e de paz. Pra você eu levo o meu mais antigo conhecimento em movimentos, enquanto uma nova canção penetra seus ouvidos. E enquanto danço, meu corpo te hipnotiza. E enquanto te hipnotizo, teus olhos só conseguem procurar os meus, ou encontrar o movimento mais belo para posar. E finalmente, enquanto meu ventre traduz as novas notas, tuas mãos não tocam um instrumento: tocam minhas formas que você diz serem tão belas.

E assim, ao final desse momento mágico, teu corpo entra no meu. Tua alma se funde a minha. Nossa essência, uma só. Nossa única alma então, torna-se pura, sincera e verdadeira. E nosso amor, nossa alma, não padecem nunca mais, porque somos a plenitude de uma única prece.

Deixa eu fazer parte do seu mundo… Eu acho que eu amo você! ;(

Com muito amor,

Ass.: sua Frágil Folha do Outono

 

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