Pacote Indesejado

Há dois anos casei-me com uma mulher que tem um filho de 16 anos de idade e o ex companheiro dela (não chegaram a se casar na igreja) é um tipo fora da lei – mas isso não interessa, porque: quem sou eu para julgar o modo como uma pessoa ganha a vida?

No começo corria tudo bem: o rapaz me respeitava, me cumprimentava e não agia como agiria algum tempo depois – ele e o seu progenitor.

Eles abusaram da minha confiança e do respeito que lhes dispensei.

O pai dele ligava – e ainda o faz, pois acha que sua “profissão” lhe dá esse direito – e gritava com minha esposa, como se ela fosse casada com ele, fora os palavrões e as coisas que certamente indicava que seu filho falasse e o modo de agir com relação à minha esposa. O rapaz passou a não ter nenhum respeito pela minha presença e xinga e agride com palavras (a ponto de sair para as vias de fato) a minha esposa e eu não posso fazer nada, porque ele é filho dela e ela se voltaria contra mim caso eu tomasse uma atitude mais drástica – fora o perigo de retaliação do meliante (pai).

O rapaz tem acessos de fúria e sai quebrando tudo dentro de casa. Chegou ao ponto de nem mesmo o pai conseguir domá-lo!

Isso provocou em mim uma reação de ódio. Eu nunca, nos meus quase cinquenta anos de idade, jamais odiei ninguém, mas a esse rapaz eu tenho dispensado os pensamentos e os sentimentos mais funestos, mais cruéis.

O rapaz não sai da minha cabeça e eu só imagino e penso coisas ruins pra ele.

Eu não sou desse tipo de homem – eu quero o bem de todo mundo, pois sei que o bem, assim como o mau e tudo na vida, é uma semente que a gente planta e nasce frutos de acordo.

As horas em que tenho certo alívio é quando estou no trabalho ou no bar bebendo. Aí não me vem à mente todas as atrocidades que o rapaz protagonizou e em consequência não suscita o meu ódio e então eu não tenho pensamentos maus – pensamentos de violência, de mau querência, enfim, tudo o que o ódio pode promover na mente de uma pessoa.

Tudo o que eu queria quando casei era a companhia de uma mulher que assim como eu se sentisse bem comigo e eu com ela.

O que acabei recebendo foi um pacote amaldiçoado.

Minha vida não tem sido sossegada do jeito que eu quero e faço o possível para ser, pelo contrário, é um inferno permanente e eu sinto que com esse ódio eu estou e destruindo a mim mesmo.
Pensei até em me separar dela – e às vezes tenho certeza de que essa é a solução, mesmo porque ela não tem forças para colocá-los (ao filho e ao ex companheiro) nos seus devidos lugares – ela não consegue respeito deles, ela não corrigiu as coisas quando deveria e agora colhe os frutos de sua negligência.
E eu tenho estado colhendo os mesmos frutos por tabela…

 

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3 Comentários

  • Estou com o Daniel,se vc ainda não se separou vai e se separa pois o ex pode fazer algo contra tua pessoa,pula fora logo.

  • Use a razão, se o ex grita com a TUA mulher, e o garoto não te respeita. chuta o garoto para PQP e exiga de sua mulher que corte total o ex,, nada mais de ligações. só em caso de MORTE. se ela não topar. chuta ela e ele.

    seja inteligente!

  • Por mim, você conversava com sua esposa e tomava uma decisão, devido a situação, só resta uma saida que é se afastar de ambos.

    Se mude e corte todo o contato com eles.