Passado lésbico com prima

Tenho 23 anos e desde criança me masturbava sozinha, depois de um tempo surgiram umas “brincadeiras” com uma prima que morava junto da minha família e passamos a trocar beijos e carícias desde a infância, ela tinha quase 3 anos a mais que eu. Porém na época eu era nova demais, falo de coisa de 9 anos de idade, e não tinha noção real do que estava fazendo. O mais estranho é que mesmo ficando mais velhas a gente nunca falou do assunto, era um tabu para nós mesmas, acontecia e agíamos como se não acontecesse. No geral falávamos de meninos pelos quais nos apaixonamos, mas nenhuma de nós namorava, costumava ser platônico. Além disso eu não sentia desejo por mulheres (ou pelo menos não sabia identificar isso), e essa prima que era insistente em ter contatos mais íntimos, ela sempre me tocava e não deixava que eu a tocasse (nunca chegamos a fazer sexo oral ou ter algum tipo de penetração, só para deixar claro), mas era prazeroso para mim ser acariciada, e com o tempo me acostumei a essa relação esquisita e me condicionei a isso, não sei se o prazer dela era me fazer chegar ao orgasmo….é realmente estranho quando penso hoje em dia. A questão é que eu não tinha atração por ela, o que gostava era das sensações que ela me proporcionava e pode parecer hipocrisia, mas não me imaginava lésbica, mesmo que nunca tenha tido preconceito com homossexuais, até preferia amizade com gays por serem mais mente aberta. Também não tive uma criação religiosa que me fizesse pensar que ser homo ou bi fosse pecado, na minha casa (tirando meu pai que é irrelevante) essas questões eram tratadas com naturalidade. Nisso eu era okay, o que pesava para mim era o fato dela ser família, criada junto comigo como uma irmã, isso sim pesava como pecado, via como um tipo de incesto, mas não tinha força para evitar. Quando fui ficando adolescente percebi que íamos acabar indo longe demais quando ela quase fez um oral em mim e eu desejei que tivesse feito. A culpa tomou conta, então fui cortando isso o máximo que conseguia, até que aos 18 anos consegui cortar de vez esse contato.
Pelo que lembro, cheguei aos 17 sem ficar com nenhum menino porque nunca gostava de quem gostava de mim, dai quando desisti de encontrar um príncipe encantando e beijei um garoto aleatório pela primeira vez, foi totalmente sem graça, ele era péssimo! Passou uns 8 meses desde isso e um amigo se declarou para mim, quis dar uma chance a ele, mas não tinha a menor química, os beijos, abraços não despertavam nada em mim, por isso em pouco tempo o dispensei.
E sim, nessa época eu ainda tinha algum contato com minha prima, mas era bem menos, eu resistia bastante às investidas dela, mas ela achava brechas e algumas vezes eu cedia.
Pra ser sincera a masturbação sempre foi algo comum para mim e me atende tão bem que não sinto falta de sexo, nessa época então eu não sentia real desejo nem por homem e nem por mulheres. Isso durou até os meus 20 anos que foi quando fiz uma amizade com uma menina bi, de outro estado. Ela me conquistou e começamos uma relação a distância, e por incrível que pareça foi um choque para mim perceber que eu era lésbica (ou bi). Contei do namoro para a minha mãe (que aceitou com uma facilidade que me surpreendeu) após uma viagem que fiz para encontrar essa menina, sendo que foi a partir dai que a atração por mulheres começou aflorar em mim evidentemente. Nisso, confesso que foi difícil me assumir, mas não escondi dos amigos nem da família, foi algo que transformou a minha vida, me fez ser mais forte. O namoro durou quase um ano, sofri horrores quando terminou porque foi meu primeiro namoro, primeira paixão correspondida, mas superei. Depois de mais um ano, sai com um menino lindo, do tipo que antigamente seria meu sonho de consumo, mas ele não soube me fazer sentir o mínimo desejo por ele, não durou nem 2 meses e não passamos de beijos. Foi no ano passado.
Agora faz 5 anos que cortei relações com minha prima, mas esse passado me assombra, sinto real culpa por ter deixado durar tanto tempo, fico pensando se ela sempre teve noção e tinha más intenções comigo ou apenas se deixou levar também. Depois que parei de deixar ela me tocar, ela se afastou de mim e ainda quando eu tinha 19 anos ela foi embora de casa, perdemos toda a amizade que tínhamos.

Esse segredo me consome, sinto que mesmo que agora eu tenha amadurecido como mulher, essa marca ficou, como um trauma. Acho que quanto mais tenho em mente que foi errado, mais lembro disso. Já tive diversos sonhos eróticos com ela, nos quais tento fugir, mas não consigo resistir e permito que ela me acaricie de novo e o pior é que mesmo sem nunca ter sido apaixonada por ela ou vê-la como mulher, nem a minha ex conhecia meu corpo tão bem como ela, que tinha esse fetiche de apenas se importar com o meu prazer e nem querer que eu fizesse nada. Me sinto péssima de chegar nessa conclusão, mas sei que essa é a verdade, além da culpa essas lembranças me excitam e não sei como superar isso.
Também não sei se sou lésbica ou bi e apenas não encontrei um homem que saiba me tocar e tratar da maneira certa, mas só tenho me apaixonado por meninas, apesar de ter voltado aos amores platônicos. Acho que tenho medo de me relacionar de novo.

 

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4 Comentários

  • ai se arrependimento maatasse se pudesse voltar no tempo pegaria gostoso minha prima

  • Acho que se queres superar isso deverias ir em frente, procurar a tua prima e enfrentar o trauma.

  • Por estar como anônima, posso te chamar de Letícia? Então Letícia, acho que te culpas muito sem necessidade. Na minha opinião, o fato dela ser muito próxima não deveria te fazer pesar. Foi um momento íntimo de vocês, só de vocês duas, sem maldade alguma, que não interferiu nada na vida de outras pessoas.

    Quanto aos teus outros namorados (tanto namorados quanto namoradas), dê um desconto. Tu e tua prima fizeram isso por anos, ela provavelmente foi descobrindo teu corpo aos poucos. Por isso, dê tempo aos teus parceiros e não tenha receio de dizer o que te agrada e desagrada. Por outro lado, há muitas pessoas que estão mais preocupadas com o próprio prazer e não dão a devida atenção ao prazer do(a) outro(a), tens que aprender a identificar esse comportamento.