Medo reincidente

No penúltimo sábado de maio, faltei ao trabalho, depois de passar a noite de sexta e a madrugada de sábado bebendo feito um alcoólatra.
Liguei para minha colega por volta das oito e avisei que não tinha condições para trabalhar naquele dia.
Fui até o mercado, comprei um fardo de latão de cervejas, uma garrafa de vodka e voltei pra casa pra continuar a beber – e o fiz o dia inteiro, pensando na bobagem que fiz, arriscando meu emprego por caprichos etílicos!
Na segunda-feira, fui trabalhar normalmente e meus superiores tinha viajado para o Rio por conta de uma reunião e eu, com medo, morrendo de medo das consequências do que fiz, não pude dizer-lhes que faltei – mas eles sabem, lógico!
E o pior de tudo é que a empresa está passando por reestruturações e esse tipo de coisa sempre deixa todo o tipo de funcionário fragilizado e na alça de mira do comando que está entrando.
Enfim, o mês acabou e ainda não fecharam o ponto.
Certamente levarei falta, embora tenha hora no banco de horas da casa.
Contudo, tenho medo, pois eu mesmo condeno minha falta, condeno minha atitude irresponsável.
Se eu fosse sozinho, tudo bem, que se lasque! – mas tenho esposa e responsabilidades, não tenho o direito de fazer o que eu fiz e esta não foi a única vez, mas essa foi a mais irresponsável.
Eu cheguei a dizer que fui tocar em uma festa e exagerei nos goles de álcool, impossibilitando-me de trabalhar em condições normais.
Mas isso ficou só com a colega para quem liguei.
Naturalmente a RH me perguntará o que fazer com o dia não trabalhado.
Se ela for boazinha, descontará no banco de horas, se não me dará falta.
Sei lá.
Que Deus me ajude!

 

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