Fetiche em pintar as unhas

Quando eu tinha por volta dos seis anos, vendo minha mãe pintando as unhas das minhas duas irmãs mais velhas, pedi que ela pintasse as minhas também, ela atendeu prontamente e pintou as minhas unhas com o mesmo esmalte vermelho que havia pintado as das minhas irmãs. Daí por diante tornou-se um rotina semanal. Mas, quando eu estava mais grandinho, meus colegas na escola começaram a me chamar de mulherzinha, então daí por diante eu deixei de pintar as unhas. Certa ocasião quando me preparava para entrar na faculdade, vi minha irmã pintando as suas unhas e me lembrei dos meus tempos da meninice e pedi a ela que pintasse as minhas também. Ela perguntou que cor de esmalte eu queria e apontei um vermelho meio amarronzado. Fui para o curso vestibular de unhas pintadas. Ninguém mexeu comigo porque me conheciam bem e sabiam pelo meu comportamento que eu não era gay. Eu tinha uma namorada, ela ao ver pela primeira vez de unhas pintadas, tomou as minhas mãos e examinou com cuidado perguntando quem as havia pintado eu disse que havia sido a minha irmã. Ela gostou, e disse que daí por diante que iria pintar as minhas unhas seria ela. Que acabou se casando comigo. Meus parentes e amigos acabaram se acostumando me vendo sempre assim de unhas pintadas. No dia do nosso casamento, minha noiva sugeriu que fôssemos para a cerimônia religiosa com as unhas pintadas com esmalte incolor, eu aceitei de bom grado. Somos muito felizes, nos amamos muito, sempre nos demos muito bem. Temos três filhos, também duas meninas e um menino, ele é, o do meio. Meus filhos também passaram desde cedo a pintar as suas unhas, o garoto também. Gosto não se discute e cada um que cuide da sua vida.

 

Reportar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Anti-Spam *

1 Comentário

  • Algo aconteceu comigo, eu tinha sete anos. Certas mães por não terem tido filhas procuram realizar as suas fantasias em seus filhos. Nós estávamos nos preparando para ir a uma festa, então minha mãe quis ver se as minhas unhas depois lixar e de cuidar das cutículas quis passar um esmalte rosa bem clarinho, quase incolor. Eu não deixei de jeito nenhum. Dias depois na escola ao me sentar junto ao meu colega N reparei que estava com as suas unhas pintadas com um esmalte vermelho arroxeado, ele vendo que eu não tirava os olhos das suas unhas, depois de esticar os dedos ele perguntou: — “Elas assim pintadas não ficam bonitas”. Eu indaguei: “Quem foi que pintou? Respondeu: Foi minha mãe. Eu prossegui: “Minha mãe também quis pintar as minhas, mas eu não deixei.” N falou: — “Por que você não deixou? Que é que tem? Eu não respondi, apenas dei de ombros. A diretora da escola dando uma volta entre as carteiras observou as unhas do meu colega também fez a mesma pergunta e ele deu a mesma resposta. A diretora comentou: — “Essas mães têm uma paciência…”. Semana depois nós íamos a um aniversário. Então minha mãe quis ver como estavam as minhas unhas e começou a tratá-las. Eu então contei para ela que o meu colega N apareceu na escola com as unhas pintadas com uma cor vermelho arroxeada. “Então “minha mãe disse: —” Está vendo só; no outro dia eu quis pintar as suas e você não deixou, mas hoje eu vou pintá-las, pronto”. E sem me consultar tomou o vidro de um esmalte vermelho amarronzado começou a pintá-las sem me consultar. Assim eu fui para o aniversário de unhas pintadas. Também foi a primeira e única vez.