Meu namorado apanha do pai

Olá! Venho aqui contar a minha história, e ao mesmo tempo pedir ajuda. Tenho 17 anos e estou fazendo o terceiro ano do ensino médio, e namoro um rapaz da minha idade que estuda comigo. Vou chamá-lo de Eduardo, para preservar sua identidade. Bom, eu já estudava nessa escola há muito tempo, mas Eduardo entrou no ano passado e eu me interessei por ele logo de cara. Ele é muito bonito, loiro e de olhos verdes, além de ser muito educado e cavalheiro, e também muito inteligente. Sempre tira as melhores notas e até já passou no vestibular. Bom, eu era da turma do fundão (kkk), mas uma boa aluna. Quando comecei a gostar dele, a melhor maneira que achei para chamar sua atenção foi me aproximar de sua irmã, ela estudava no primeiro ano, e hoje ela está no segundo. Também gostei muito dela, era como o irmão. Vou chamá-la de Ana. Pois bem, logo eu e Ana viramos amigas íntimas, e por conta disso eu e Eduardo nos aproximamos. Em dezembro do ano passado começamos a namorar, e ele era simplesmente perfeito, um verdadeiro príncipe. Só que a gente nunca saiamos sozinhos juntos, pois meus pais são muito rígidos comigo nessa questão, na verdade eu nem conhecia os pais dele. Nas férias de janeiro a família de Eduardo viajou, e passaram todas as férias fora. Esqueci de dizer que eles são bem abastados. Quando voltamos a nos ver foi no começo das aulas, em fevereiro. Ai a Ana começou a insistir muito para eu ir dormir um dia na casa dela, mas meus país não deixavam. A Ana insistiu tanto, tanto, que eles deixaram. Naquele dia, o pai deles não estava em casa, só a mãe. Ela era um amor de mulher, muito simpática, me acolheu super bem. Se não me engano, isso foi no dia 20 de fevereiro, uma sexta-feira. Eu ia dormir no quarto da Ana. A gente tava lá no quarto, conversando e comendo besteiras, quando fui escovar os dentes no banheiro. Para ir ao banheiro, passava pela porta do quarto do Eduardo, que já tinha ido dormir. Mas quando passei por lá, ele estava com a porta aberta e estava trocando de roupa, de costas para a porta. Quando me deparei com suas costas cheias de marcas roxas, como de cinto. Tomei um susto muito grande e entrei no seu quarto, perguntando o que era aquilo. Ele disfarçou, disse que havia caído da escada um dia desses, mas que tava tudo bem, não era pra eu me preocupar. Ainda chocada, dei um beijo de boa noite nele e fui para o quarto da Ana, alegando estar muito cansada. Bom, os dias foram passando e de vez em quando eu via novas marcas pelo corpo de Eduardo. Ele sempre dizia que havia caído ou batido e alguma coisa e se machucado, mas eu estava desconfiando cada vez mais. Foi aí que eu resolvi dormir mais uma vez na casa deles, dessa vez, quando o seu pai estivesse lá. O dia marcado foi no 1 de maio, e não precisou de muito para meus pais deixarem eu ir. Na casa do Eduardo, na hora do jantar, conheci o seu pai. Ele era totalmente o oposto de Eduardo. Era um homem muito elegante, mas com uma postura séria e muito rígida. Quase o tempo todo ele ficou brigando com o Edu, por qualquer coisa, mas se Ana quebrasse o mundo ele não dizia nada. A mãe deles apenas abaixava a cabeça, como uma submissa. Eu estava cada vez mais irritada e desconfortável com aquilo. Mais tarde, no quarto da Ana, começamos a ouvir gritos vindos do andar de baixo, eram as vozes do Edu e o pai dele, que estavam discutindo feio. A Ana gaguejou e disse que aquilo era comum, mas nada demais. Até que ouvimos um som de pancada e coisas quebrando, e a Ana ficou pálida e os seus olhos lacrimejaram. “Ana, o que tá acontecendo?” “Nada não” ela só dizia isso. Fingi que estava tudo bem, mas quando a a Ana finalmente dormiu, eu fui de fininho até o quarto do Edu, que ainda tava acordado. Ele tomou um susto quando me viu. Comecei o interrogatório, coloquei ele contra a parede, até que ele me confessou que o pai dele batia nele. Fiquei totalmente chocada e com raiva. E mais raiva ainda quando ele disse que a Ana e a mãe dele sabiam de tudo, mas não diziam nada porque tinham medo. Segundo o Eduardo, seu pai estava com problemas na empresa, andava muito estressado e descontava tudo em cima dele. Já fazia um tempo que ele vinha sendo abusado fisicamente, mas não denunciava o pai porque poderia prejudicar a sua família. Chorando muito, ele pediu que eu não contasse a ninguém. Eu chorei tanto que nem voltei para o quarto da Ana, fiquei por lá mesmo. Dormimos juntos, eu o abracei a noite toda. O tempo passou, mas a angústia em mim só aumentava, eu não suportava saber que o meu namorado sofria violência doméstica e que não dizia nada, e doía ainda mais em mim ter que carregar esse peso todo sozinha. Doía tanto em mim que eu tomei uma decisão. Na semana passada, liguei para a polícia e denunciei o pai do Edu, fazendo uma denúncia anônima. O pai foi levado a delegacia. Quando o Eduardo soube disso, me disse coisas horríveis. Me chamou de traidora, disse que errou em confiar em mim, que eu não deveria ter me intrometido nos assuntos dele. Ele falou que eu acabei com a família dele. Mas eu não fiz nada disso! Apenas tentei ajudar o homem que eu amo, e agora estou aqui, machucada por dentro, coração despedaçado! Nunca foi minha intenção acabar com a família do Edu, eu só queria ajudar! O Edu terminou o nosso namoro e a Ana não fala mais comigo. Eu não sei o que fazer! Será que errei em ter denunciado o pai dele? Gente, o que eu faço agora? Estou desesperada!

 

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4 Comentários

  • Olá! Bom, em primeiro lugar, devo dizer que fiquei impressionada com sua história. Parece coisa de filme!
    Pelo que eu entendi, você se meteu em uma baita encrenca, perdeu o namorado e a melhor amiga. Sei que deve estar sendo difícil para você. Perder pessoas que amamos já é ruim, e é horrível quando eles se afastam de nós.
    Muito bem. O Eduardo errou em ter ficado calado, mas eu o compreendo perfeitamente. Normalmente, pessoas que sofrem violência física em casa tendem a calar a boca e sofrer calados, talvez por amor, talvez por medo. Nesse caso, o Eduardo decidiu calar-se para não prejudicar a família.
    Parabéns a ele, esse cara é um guerreiro!
    Quanto à Ana, ela foi uma boba. Devia ter feito alguma coisa em relação ao irmão, por mais que estivesse com medo. Afinal, o amor supera o medo, certo? E ela errou mais ainda em ter se afastado de você.
    Bom, você fez certo em ter denunciado o pai do Eduardo. Parabéns, eu faria o mesmo em seu lugar. Embora tenha custado o seu namoro, você deu uma verdadeira prova de amor.
    Também entendo a reação do Eduardo. Ele está magoado, pois acha que você traiu a sua confiança. Perfeitamente compreensível.
    O que você deve fazer?
    Dê tempo ao tempo. Seu namorado precisa entender que o que você fez foi por amor, para ajudá-lo. Ele deve compreender que você é uma heroína, e que o único vilão da história é o pai dele.
    Se o tempo não funcionar, chame-o para uma conversa, coloque-o contra a parede. Jogue a verdade na cara dele, mas saiba usar as palavras ao seu favor. Nada de agressões, Eduardo já está magoado o suficiente.
    Espero que sabendo usar as palavras corretas, você mostrará a ele a verdade. Você é a heroína aqui, e não a vilã.
    Boa sorte, querida. Espero que a justiça seja feita, e que você seja feliz.

  • Fez muito bem em ter chamado a polícia!! Eu faria o mesmo!

  • Você só foi convidada a passar um tempo na casa deles, ninguém pediu opiniões de quem está fora deste convívio. Agora que perdeu tudo, não adianta chorar ou se questionar. Agora o pai dele jamais vai permitir que você se aproxime deles! Se o tal Eduardo quisesse ajuda ou não suportasse mais a situação, com certeza ele faria um plano para fugir com você, mas sequer isso passou pela cabeça dele, não é? Bom da próxima vez não tente ser detetive e deixe as coisas como estão, já que ninguém reclama. Existem Famílias e famílias, tente se preocupar mais com a sua…

  • Que… história…. linda!!!

    O bem não existe sem o mal!!!!!

    Fantástico!!!

    Esse Eduardo é muito fera!

    Então garota, primeira coisa, você não errou!
    Aliás, você foi muito correta!

    Tudo vai se acertar!
    Questão de tempo!