Uma mulher falsa e repugnante

Esta é uma carta que escrevi a uma mulher com quem casei e me desgraçou a vida a partir de 2004. Escrita em Novembro de 2012, publico hoje, depois de reconstruir a vida junto de alguém que amo e me entrego pleno. Espero que no futuro a vida me traga sorte e amor, nada mais.

” E.M.R.J.S.B.

Nunca mais ouvirás de mim, nunca mais saberás de mim. Nunca mais cruzarei teu caminho depois desta carta.

Mentiste-me sempre. Nunca me amaste na verdade. Falseaste um amor que tinha por ti em prol de um futuro seguro que querias. Nunca fui o homem da tua vida. Fui um sustento falhado. Que agora castigas.

Esqueceste o que me disseste numa manhã de domingo de Janeiro de 2004. Perto da rotunda onde sempre te benzes. O que pedes nesses? A absolvição por uma maldade premeditada?

Sempre quis ter uma família. Lutei 8 anos por isso. Admiti ao meu filho agressões e ataques vis que nem ousei tomar contra tuas filhas. Quase perdi para sempre o amor do meu filho.

Apoiei-te em projectos que deram cabo das finanças familiares, em empreitadas megalómanas, que arrisquei contra todos os sinais de desgraça. Projectos sem pernas que ainda a custo tentava dar corpo e estrutura. Como queres tu estruturar um projecto e fazer uma empresa quando não sabes fazer contas de gestão? Quando não sabes analisar uma folha de conta-corrente, operações de cálculo financeiro ou meras contas de aritmética?

Ignorei todos estes sinais de desastre porque tinha esperança em ti. Fui para além do limite. E para além do limite me torturas agora, de má fé e de porte altivo e arrogante. Deverás ser o orgulho de tua família. Admito minhas fraquezas de homem, empurrado pela frustração para comportamentos indignos mas nunca fiz propositadamente mal a alguém.

Nunca te abandonei, nem na fase em que achavas que o fiz, diligenciando o teu acompanhamento eficaz quando mais o precisaste. Reabilitaste-te e o primeiro acto foi de força traiçoeira tomares posse de bens comuns e do meu filho, heranças do meu pai, como se eu antes não te tivesse proposto ficares com a casa, já que disseste que ias ter emprego a partir de Novembro nas termas a receber 2500 euros por mês, deixando-te a maior parte do recheio. Abusaste de uma postura tranquila para de forma sibilina me atacares, sem dó ou complacência.

Fica-te bem. Espero que estejas orgulhosa do suor, lágrimas e sangue que doaste para assumires propriedade de um arrolamento que me deixou quase sem nada. Parabéns pelas reservas que tens para pagar a advogados. Demonstra preocupação no equilíbrio familiar.

Espero que a tua família no fim te dê os parabéns por canibalizares uma pessoa que unicamente procurou ter uma família e sempre batalhou para isso. Saio de cabeça bem erguida. Não vencido mas desiludido. Mas certo que nunca seria homem para fazer isto a alguém, independentemente de ser eu a ter razão ou não.

Teus pais devem estar realmente muito orgulhosos de ti.”

A esta senhora desejo que o destino lhe traga a justa paga pelo mal que me causou. Nada mais.

 

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