Acho que não curto de sexo

É isso, acho que não gosto muito. Tenho preguiça de pensar no processo social de cortejar a mulher, ter uma espécie de ritual até irmos pra cama mesmo tendo interesse um no outro desde o começo. Tenho preguiça de pensar que vou ter que me relacionar com ela e perder minha liberdade individual num relacionamento. Acho mais fácil quando estou excitado me masturbar, e fim de assunto. Não tenho gastos, é rápido e alivia, sem complicação. Não me conformo com a forma como o sexo é tratado como uma prioridade na vida das pessoas, caras que escolhem a carreira, a roupa que usam, os lugares que frequentam só pra pegar umas vaginas, ou batem na parceira, matam rivais, se suicidam… É reduzir muito a expectativa da vida pra mim, tenho muito mais o que fazer do que gastar todo meu tempo pensando em agradar alguém que não amo por causa do prazer que posso ter com o que ela tem entre as pernas.

Antes que perguntem, tenho 28 anos, não sou virgem, mas transei pouco e com poucas mulheres, exatamente porque não me sinto tão atraído quanto a sociedade diz que eu deveria pra ser o “macho alfa”. E com certeza não sou gay.

 

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8 Comentários

  • A opinião dos outros é a opinião dos outros. Talvez você é que esteja se sentindo desenquadrado por não se encaixar no que definem como um “macho alfa”. Não há nada de errado em ser assexuado, ter um desejo sexual moderado ou intenso, ser seletivo ou promíscuo, desde que haja consenso entre os envolvidos. Foda-se a sociedade. Seja o que você é, estando em paz consigo mesmo. Se seu desejo sexual é moderado e você prefere ser seletivo, encontre uma pessoa aprazível que seja compatível com seus parâmetros e preferências. Você não precisa necessariamente perder sua liberdade para aderir a relacionamento estável, nem mesmo precisa se casar ou morar junto para isso. E, cara, sinceramente, não vejo com algo saudável se masturbar para reprimir impulsos sexuais. Definitivamente, não.

  • Existe de fato uma pressão cultural importante como se sexo fosse a única finalidade na vida. No entanto, a vida está cheia de prazeres. É coerente o seu pensamento. Ter o sexo como fim pode tornar as relações superficiais.
    Melhor ter poucas relações, porém intensas, do que inúmeras superficiais. Ou seja, melhor qualidade que quantidade.
    Vale a pena atentar que você tem desejo sexual. Tem sido comum casos de homens que não se excitam ou perdem interesse em relações reais por conta do excesso de pornografia. Nestes casos a masturbação traz mais prazer que o sexo de fato. Você tem que analisar se isso não ocorre com você. Também vale a pena descartar se você não tem algum componente de depressão ou algo semelhante que possa estar afetando suas relações afetivas.
    Se estiver emocionalmente bem, enfim segue a vida.

  • Não gostar de sexo tem seu lado bom e seu lado ruim. Se fosse cristão, ia se dedicar totalmente, talvez um padre ou um missionário, alguém em tempo integral cuidando dos doentes, etc (não ia ser seduzido pelas mulheres), nem cair nos perigos causados pelo sexo descontrolado, doenças venéreas, mágoas, etc. Quando a gente ama alguém de verdade, a gente não mede esforços e fazemos o que for necessário para que o outro esteja bem (e isso não nos custa nada, é um preço Barato demais a se pagar).
    Vc ainda não sabe como é chato ficar sozinho. Espere qd chegar depois dos 40, e pra todo canto que se vá, vc verá as famílias felizes e unidas e vc sozinho, sem esposa, sem amor, sem carinho, sem ninguém, aí vc vai sentir o drama e a tristeza de não ter dado valor a família, mas é uma opção sua, certo! Ninguém é obrigado a nada!
    Em último lugar, o sexo… é muito bom, nem precisa dizer, todo mundo sabe. E casamento só sobrevive se tiver sexo, geralmente os homens gostam muito mais, e as mulheres nem sempre estão com esse fogo todo, mas não pode ficar sem. E quem não gosta de sexo, então é melhor que não se case, não engane o seu parceiro(a). Tem que gostar da fruta meu amigo… :D

  • Se isso não te incomodasse, não estarias aqui frisando. Sou assim como você e a ainda me isolo em casa. Se está no extremo tal situação, busque terapeutas ou psicólogos. Nada em excesso ou privação é bom. Pode ser algo a ser trabalhado e superado.

  • Não há da de errado com vc !
    Ao contrário vc expressa discernimento e maturidade.
    Esqueças os velhos padrões da humanidade que impõe comportamentos que já não servem para todos.
    Perceba que as forças de criatividade são muito melhor canalizadas para algo produtivo quando vc opta por não esgotá-las exclusivamente em atividade sexuais.
    Não permita à sua mente compará-lo com outros homens.
    Vc é único, veio ao planeta para viver exclusivamente uma experiência sua de um modo particular, diferente de todos os outros.
    Dê crédito ao que vc sente e tenha exatamente as atitudes compatíveis com seus valores.
    Realmente às vezes um relacionamento é mais uma experiência frustante do que uma plena realização.
    Seja feliz ao seu modo. Ainda que isso seja estranho aos padrões desatualizados da humanidade.
    Ser moderno é ser quem verdadeiramente vc é.
    Se a Vida com sua Inteligência Amorosa entender que vc deve viver uma experiência a dois que seja um processo evolutivo ela irá aproximar vc de alguém sem que vc sofra qualquer perda.
    Criar realidades que não atendem aos anseios da sua Alma pode trazer muita frustração.
    Siga seu caminho… convicto e feliz.
    A Vida saberá quando e quem deve se aproximar de vc para seu bem se assim estiver em seus planos de experiências neste planeta.
    Fica em paz…

  • Acho que se as pessoas gostassem mais de sexo e fossem mais liberal, diminuiria a violência. É muito prazer perdido.
    Porque não gosta de sexo????? Um interação tão gostosa e um rapaz novo como você não gosta……

    • isso ae Daniela..sexo é muito bom!!!

    • Somente a compreensão da diversidade é capaz de acolher todas os modos de viver.
      Há no planeta uma gama de seres que escolheram o celibato e vivem grandes experiências que muitas vezes aqueles que se completam com relações sexuais ainda não alcançam.
      É preciso certa sensibilidade para compreender o que foge aos padrões costumeiros.
      Tudo é muito relativo e nada pode ser observado tão somente sob o ângulo da própria experiência.