Família tradicional Brasileira

A historia da minha família poderia muito bem dar um livro daqueles aonde as pessoas ficam chocadas no final, o problema e que não teve final ainda e as coisas continuam acontecendo, apesar que ninguém precisa ir ao fim pra saber como será, basta olhar o começo. Faz anos que mantenho distância e evito ao máximo contato por ter vergonha e ódio, porém, sempre acabo sabendo de uma ou outra situação que me deixa chateado. Fui criado por uma mãe solteira e mais quatro irmãos, cada um filho de um pai diferente, nossos pais nunca foram presentes e nos abandonaram, apenas meu pai pagava uma pensão alimentícia de R$ 120,00 reais  que mal dava pra gente comer, mas nunca me tratou como filho, eu nunca tive carência de pai, sempre fui o mais forte de todos os meus irmãos, mas ao mesmo tempo questionava o porque dessa situação. Minha mãe trabalhava a noite como garçonete e sempre chegava alterada agredindo minha irmã mais velha, as agressões eram constantes e muito violentas chegando a deixar minha irmã com o rosto desfigurado. As constantes agressões tornaram minha irmã uma pessoa fria e sádica, quando minha mãe não estava presente minha irmã praticava tortura com meu irmão que cresceu traumatizado e cheio de problemas psicológicos. Na sequencia vinha eu como filho do meio e mais um irmão e uma irmã caçula. Minha mãe escondeu da gente que era garota de programa e não garçonete como pensávamos, fato que vim descobrir depois de velho, entre torturas, estupros, fome, sadismo e demais humilhações que eu e meus irmãos passamos, hoje em dia mal nos falamos talvez por medo de reviver o passado, aqui está um breve resumo de situações que pretendo compartilhá-las nas próximas confissões, como uma maneira de colocar pra fora toda essa negatividade que guardo em meu coração, no meio onde vivo hoje em dia as pessoas não sabem do meu passado e minto para todos sobre minhas origens, com exceção de uma amiga próxima que sabe de toda a minha historia, não tenho com quem compartilhar essas situações.

Agradeço a atenção.

 

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5 Comentários

  • Quando você disse que foi criado por mãe solteira, com mais três irmãos de pais diferentes pensei comigo mesmo: “Nossa que vadia que ela é”! Mas tive à certeza, quando você disse que ela trabalhava à noite, como garçonete. É fo-da mesmo cara, já pensou se um de seus amigos descobre isso? Concerteza, você e seus irmãos, iam ser motivos de chacota. Tu fez o certo, se te faz mal conviver com eles. Nós temos que procurar o que é melhor pra nós.

  • Caro amigo, que situações sinistras, hein?
    É triste saber que sua mãe passou por tudo isso…
    Vou esperar seus próximos relatos çara dar meu parecer.
    Vou te dar um toque: –

  • Jack, essa é uma situação muito delicada, traumas (se é que posso chamar de trauma) ligados à infância são coisas que marcam nossas vidas, infelizmente, no entanto, conheço dois tipos de pessoas:
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    As que deram bons frutos – Exemplo: Uma garota que na infância era abusada pelo pai, e que sofria todos os tipos de agressão física e emocional, mas que ao crescer teve força para aceitar a situação e desenvolveu sua personalidade com boas crenças, valores e responsabilidade, sendo assim, uma excelente mãe e uma boa esposa.
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    As que deram maus frutos – Exemplo: O rapaz que veio de um ambiente familiar tóxico e desestruturado em que um só conversava com o outro na base do berro e da agressão, ao crescer fica uma pessoa intolerante, brigona, usuária de drogas, infernizando as pessoas no convívio profissional e pessoal.
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    Os especialistas atuais não acreditam nessa hipótese ocidental que vendem os livros de auto-ajuda de que devemos esquecer o passado e viver o presente, pois infelizmente nosso cérebro não funciona assim, o que deve ser feito é ser forte para aceitar o passado tal como ele foi, já que nada poderá alterá-lo, mas para isso, é preciso ser forte e resiliente , assim como no exemplo da garota abusada, buscar desenvolver padrões morais elevados e lutar pela sua felicidade, sendo esse, um dever moral de todos.

    OBS: Não sou psicólogo, não sou psiquiatra, não gosto de livros de auto-ajuda, sou apenas um garoto de 22 anos que estuda para passar em concurso público, por isso não leve minhas palavras ao pé da letras e nem achem que sou inquestionável, sou tão humano quanto você, apenas.

  • Jack,
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    acompanharei com atenção o seu relato.
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    Só quero pontuar que o passado não existe, muito menos o futuro. O único momento que existe é o atual, todo o resto só vive na nossa memória ou na nossa imaginação.
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    Quero dizer com isso que não vale a pena se amargurar pelo que já aconteceu , mas como disse quero que saiba que vou ler com atenção seu desabafo.

  • Eu queria expor também muita coisa do meu passado, colocar pra fora sabe.mas já tentei e não consegui, tanto diante do meu pastor ou escrevendo, aqui e num blog que tinha, mas sempre desisto. Espero que tenha mais força do que eu. Abçs