Eu o amo, mas não posso ficar com ele

Bem, não sei se isso é um pecado, mas eu só preciso botar isso para fora. E talvez a história seja um pouco longa, mas preciso falar tudo.
Tudo começou a três anos atrás, creio que quase no fim de 2011, eu devia ter uns 12 anos quando minha prima K. chegou do Rio de Janeiro e ela meio que fez uma transformação em mim, para uma grandona de 12 anos, eu sempre aparentei ser mais velha, alias sempre pareci ter mais idade do que tenho e mais corpo.
Ela passou algo no meu cabelo que deixou ele bem liso e tinha um cheiro bem enjoado de morango, depois fez minhas sobrancelhas. Na verdade eu não era feio, mas sempre usava um coco horrível no meu cabelo e eu não era feliz, na verdade eu me achava horrível e minha antiga amiga me fazia me sentir assim, ele sempre me humilhava e não entendia por que continuava a falar com ela, talvez por que ela tinha aquele algo que fazia você querer você ficar perto dela.
Voltando ao assunto, digamos que eu ainda continuava com minha baixa autoestima, mas ai vários garotos começaram a ficar atrás de mim, me pedindo em namoro e tudo mais, garotos que nem sabiam que eu existia.
Na verdade, eu não gostava de nenhum deles, até conhecer o G.
Ele é filho do melhor amigo da minha mãe, ele morreu a algum tempo e aí eu nunca mais vi ele, na verdade eu nem conhecia ele, quer dizer apenas de vista e nada mais, o por que eu sabia que ele era filho do melhor amigo da minha mãe.
Enfim, numa noite eu havia acabado de arrumar meu cabelo na casa da minha tia e eu estava voltando para casa com uma amiga minha que veio passar o fim de semana na minha casa.
E ele estava num carro enorme (a mãe dele era vereadora e seu pai era prefeito), acho que com amigos e o carro tipo parou em frente a minha casa, eu entrei em pânico com medo que sei lá, meu pai ou minha mãe aparecesse na porta, tenho certeza que ouvi risadas de dentro do carro.
Desde então, G. começou a aparecer praticamente todos os dias na minha rua, já que meu vizinho era amigo dele, tipo meu vizinho morava do lado da minha casa. Foi um bom tempo assim e eu me via cada vez mais apaixonada por ele, apesar de trocarmos apenas olhares e ele estava em praticamente todo o lugar que eu ia.
Tanto que no ano de 2012, G. se mudou para o colégio que eu estudava e foi um reboliço, por que eu havia contado para minhas amigas, o problema é que uma delas espalhou e todo mundo da minha sala sabia e ficava me perturbando muito, e ele sempre aparecia na minha sala ou sentava em frente a ela, minha vida meio que se tornou um inferno e eu morria de vergonha de olhar na cara dele. Primeiro por que ele me encara, muito e não desviava o olhar e isso era muito constrangedor.
Segundo, eu fiquei sabendo que ele usava drogas, eu não acreditava nisso.
Ele até entrou na academia, por que era meio gordo, não um gordo enorme, mas um gordinho bem bonito e tinha cabelos lisos, pretos.
Eu não falei com ele, não tinha coragem e minhas amigas falavam que ele era um drogado, não conseguia acreditar.
No ano de 2013, ele passou praticamente o ano todo na frente do meu colégio, sempre que eu saia do colégio de manhã ele estava lá, eu sempre olhava em sua direção e quando eu olhava em seus olhos, podia sentir meu coração ganhar voo, sei lá, havia algo em seus olhos que me atraia.
Então, quando eu me virava, perguntava a minhas amigas se ele estava me olhando, elas diziam que estava.
De algum modo, eu me apaixonei por ele, só pelos olhares.
E acabei descobrindo coisas sobre ele, que nascemos no mesmo dia, só que com duas semanas de diferença, que é três anos mais velho que eu, que seu pai ajudou muito minha mãe, muito mesmo. Até hoje meu pai e minha mãe lembram, e eu adoro ouvir sobre o pai de G. ou qualquer pessoa da família dele, me sinto próxima, sabe?
Mas, meus pais não aprovariam nada entre nós, já que uma amiga da minha mãe ligou para ela, já que ela trabalha na casa da tia dele, onde funciona uma clinica. Que ele e um amigo foram pegos cheirando cocaína numa casa de praia.
Meu coração parecia ter sido esmagado.
E eu ficava pensado, se o pai dele estivesse vivo ele não estaria e quem sabe nós dois não estaríamos juntos?
Minha mãe sempre disse isso, aquele menino não estaria daquele jeito se o pai estivesse vivo.
Ainda continuo pensando, eu sonho muito com ele, com G. principalmente. Parece que seu pai sabe o que eu sinto por ele, eu acredito em espíritos e ultimamente eu sonho todas as noites com G., mas é estranho quando eu o vejo não sinto meu coração palpitar mais, tipo como era antes e eu não sei por que ainda continuo pensando nele, sendo que agora ele parece que nem percebe minha existência.
Será que se eu o ajudasse, o G. de alguma forma, o salvando desse mundo, poderia ser uma forma de pagar a divida que minha mãe tem com o seu pai.

 

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