Meu primeiro amor, preciso deixar registrado isso

Olá, sinto uma enorme vontade de contar isso a alguém, então cá estou!
Desde meus 7 anos de idade eu estudo com essa garota, desde pequeno nós éramos amigos, no 1º ano eu já sentia aquele “amorzinho” de criança por ela, aquele sentimento bobo que nós sentimos quando somos crianças, o tempo foi passando, e esse sentimento só foi crescendo, e na 5ª serie eu tive minha primeira namoradinha, que não era a menina que eu gosto, más sim, a melhor amiga dela.
Passou-se cerca de um Mês e eu ainda estava com a minha namorada, porém, ainda sentindo algo especial pela Ca*** (Menina que eu gosto). Foi então que, adivinha só?!, ela começou a namorar com meu melhor amigo. Confesso que eu gostava da minha namorada, mais sentia muito ciúmes da Ca***.
Como eu/nós éramos muito novos, nossa “relação” era mais de brincadeirinha, (quase forçada pelos nossos colegas que pareciam sentir prazer em ver nós se beijarmos no recreio), más mesmo assim nós realmente se gostávamos, tanto é que nossa “pequena relação” durou 2 anos, bastante coisa para 2 crianças/pré-adolescentes né?!
O problema é que durante todo esse tempo, eu ainda sentia algo pela Ca***, e sentia vontade de contar para ela, más acho que tinha vergonha, ou medo de machucar os sentimentos da minha “Namorada”.
Foi na 7ª serie, que eu finalmente criei “coragem” e pelo Facebook (sei que isso é muito clichê) pedi para ficar com ela, sem nenhuma formalidade ou papo furado, foi simplesmente um “Quer ficar comigo?” Simples e seco. Para minha surpresa e ansiedade, ela disse que sim, e que esperava esse pedido há anos, que sempre gostou de mim más nunca teve coragem de falar, eu fiquei surpreso, feliz e ao mesmo tempo triste por não ter feito tal coisa antes. Eu me abri pra ela e disse tudo que tinha pra dizer, disse que gostava dela à bastante tempo e etc.. Ela também ficou surpresa, e sem muitos detalhes marcamos de ficar no dia seguinte, depois da aula. Eu não dormi aquela noite, fiquei tão feliz, foi como um sonho se realizando finalmente depois de tanto tempo.
No dia seguinte, para minha/nossa surpresa, nós não conseguimos nem olhar um para a cara do outro, ficamos a aula inteira se evitando, e nada rolou (Eu fui muito frouxo, é, eu sei). Quando cheguei em casa fui correndo no face pra falar com ela (Clichê de novo) e perguntei o que havia acontecido, ela me disse que não tinha certeza se era aquilo que ela realmente queria, e que ela tinha medo de não dar certo e nós deixarmos de ser amigos, eu quase pedi por favor, mais eu já estava arrasado.
Eu simplesmente fechei o face e dei inicio à minha nova fase, (Que está se formando até os dias de hoje) até aquele momento eu erro o típico moleque que ouvia funk e queria me achar o tal, só que naquela mesma semana, eu fui passar uns dias na casa do meu primo em MG, era meu primo preferido, super gente boa, e ao contrário de mim naquela época, tinha um ótimo gosto musical, foi ele que me iniciou no ramo dos apaixonados por rock (rock de verdade, não aquelas beldades que adoram Satã, nenhum preconceito com quem curte essas coisas, más… argh!), foi então que eu conheci as bandas Charlie Brown Junior e Guns’N Roses e uma das minhas favoritas, linkin park… Mas isso esses detalhes diversos da minha pequena vidinha ficam para o livro que estou planejando (sou poeta)
Voltando ao assunto alvo (Depois de dar uma grande escapada), depois de tudo aquilo, eu ainda sentia algo pela Ca*** sim, e já com 14 anos, mesmo já tendo me envolvido com algumas outras meninas, eu nunca parei de gostar dela.
Mais tempo passou e eu já havia completado 15 anos (Em 2015), já estava no 9º ano, e ainda estávamos juntos, infelizmente para mim, apenas juntos como colegas de sala, eu não era Santo (mesmo assim eu era e sou longe de me achar pegador, nunca fui de ficar por ficar, desde pequeno sempre tive mente aberta para relacionamentos, e não para coisas sem compromisso), e ela também não era, ela ficava com outros meninos, ela sempre foi meio punk e curtia essas coisas, mas ela não era vadia.
Na metade do mesmo ano, uma menina que estudava no período da manhã passou para minha turma, ela era uma velha colega de curso minha, e foi questão de alguns dias até eu essa menina ficarmos próximos, do nada, e quando nós acordamos para a situação, nós já estávamos namorando, num curto espaço de tempo, todo mundo da sala estranhou, até mesmo eu, e já com 15 anos eu já me encontrava em um afaze boa para ter o meu primeiro relacionamento sério, eu e a L*** tivemos um sentimento instantâneo, e por incrível que pareça, eu estava gostando realmente dela, e o sentimento que existia pela Ca*** começou à simplesmente desaparecer.
Depois de 2 semanas com de namoro, eu fui convidado para ir na festa de 15 anos da minha amiga, eu chamei a L*** para ir comigo, só que como os pais dela ainda não haviam aprovado o nosso namoro, ela não pode ir, então eu fui sozinho, lá na festa, adivinhem quem estava toda linda na festa! Isso mesmo, a Ca***. Eu e ela conversamos, e dançamos um a pouco, nós fomos para fora da chácara, e ficamos abraçados um com o outro, trocando conversas sobre planos futuros e sentimentos antigos, nós riamos quando lembrávamos que quando éramos criancinhas gostávamos um do outro e nenhum dos dois sabia, no calor da conversa rolou um clima, e (acreditem ou não) nós , depois de um a novela de 9 anos, se beijamos “alá” “ A dama e o Vagabundo” na cena do espaguete, só que em vez de macarrão, nós estávamos cada um comendo a ponta de um Finne até que nossos lábios se encostaram e sem nenhum de nós hesitar, nós nos beijamos de um jeito romântico(pelo menos para mim foi bem romântico, não sei pra ela), más não durou muito tempo, nós paramos e aquele mix de sentimento de felicidade e culpa pelo fato de eu ter namorada, me deixou envergonhado, nós fingimos que nada disso tinha acontecido e seguimos normalmente a conversar na festa.
Infelizmente depois de alguns dias, eu e minha namorada terminamos pelo fato da família dela não aprovar, e eu não insisti muito por que o sentimento de culpa pela traição ainda me perturbava. Agora realmente eu estava deprimido, más isso não foi de tudo ruim para mim, mesmo estando triste pelo fato do termino, e mais ainda pelo fato de a Ca*** mesmo depois daquele beijo não estar nem ai comigo, e pra piorar mais ainda a situação, minha mãe sofreu um grave acidente e ficou em coma por 16 dias. Eu fiquei bastante antissocial e comecei à me dedicar mais ao estudo e à usufruir do meu dom de escrever poemas, para desabafar e mostrar aos outros o meu pensamento sobre a humanidade (que eu desprezo, infelizmente).

Alguns meses se passaram, eu havia mudado muito, não conversava com as pessoas, escrevia bastante, me tornei muito estudioso (ao contrário de muitos que quando a vida lhes bate, eles se escondem e usam tudo como desculpa, ou até mesmo usam drogas), minha autoestima subiu para o céu depois de eu ficar uma madrugada inteira conversando com meu reflexo no banheiro, confesso que até hoje tenho alguns ataques de depressão, mas é só olhar pro espelho que eu me alegro, pois eu me amo, e nunca vou me abandonar. (mas deixa esse papo para quem sabe talvez, o meu livro)
Voltando ao assunto da Ca***, nos dias de hoje, eu não sinto absolutamente nada por ela, não sinto nada por ninguém, eu tenho exatamente 6 amigos, e o resto não são nem colegas, são apenas pessoas que eu conheço, que vou esquecer delas ao decorrer do tempo em que eu envelheço. O ano está acabando, eu vou mudar de escola para fazer o ensino médio, o diretor da minha escola deu duas bolsas de um ótimo colégio particular para os 2 alunos mais inteligentes dos dois 9ª’s anos, e adivinha só quem ganhou!? Sim, Eu e a Ca***.
Depois de todo esse tempo eu achei que íamos finalmente nos separar, mas de alguma forma, vamos continuar a estudar juntos.

E hoje , enquanto eu escrevo esse texto/confissão, eu me pergunto, será que o criador com sua enorme mente está planejando meu futuro, ou me deu o Lápis da vida e está me permitido escrever minha história, não sei, isso só o tempo dirá.
Acredite ou não, tudo isso é verdade, e estou aqui para compartilhar com outras pessoas que talvez partilhem dos mesmos pensamentos que eu, e /ou passaram ou passam pela mesma situação.

Minha maior virtude é “viver fora da caixa, ser louco más não ser plural como todos os outros, eu sou meu verdadeiro eu. Você é seu verdadeiro você ?” Gabriel Fernandes (Eu)

 

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2 Comentários em "Meu primeiro amor, preciso deixar registrado isso"

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Não existe esse negócio de um criador planejar sua vida,ou que lhe deu tal lápis da vida.O lápis sempre esteve em suas mãos,e com elas você escreveu,escreve e escreverá ainda mais,uma força existencial,planejar o futuro de alguém,ou dar o ”volante” para que a mesma siga o próprio caminho,exprime a expressão de que você estava sendo uma ”marionete” de algo transcendente,e desconstrói o sentido de ”você ser seu verdadeiro você”.
Eu em partes,tinha a mesma visão isolada que você,especificamente na questão humanitária e no foco dos estudos.
Faça o que você faz de melhor,que é estudar e criar seus poemas (que eu também já tive tais manhas,mas me baseava em epopeias diárias,porém parei com as mesmas,por não haver muito interesse em ler livros literários valorizando conteúdos diferentes,como os científicos).
Siga sua vida,se você gostou/gosta ou gostará da Ca***,só o tempo dirá,se valer apena,tente um relacionamento,caso contrário,procure outras paixões.

Está certo em filtrar amizades além de ter uma opinião bem contundente relacionado a isso,você terá muito pela frente,e com isso,seus interesses irão mudar,só não fique muito na ótica isolacionista,por que isso faz muito mal,digo isso por experiência própria.

Mordecai
Membro

Li tudo o que você escreveu. Você é um garoto inteligente, sua cabeça é de uma pessoa bem madura para a sua idade. Se você veio até aqui, imagino que queria um conselho. Não dê bola pra Ca***, embora eu tenha certeza que ela vai te provocar. Siga sua vida, vocês já tiveram chances demais. Não era (nem é) pra acontecer.

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