Vício em sexo e em fetiches

Tenho 37 anos. Sou viciado em sexo e em certos fetiches e isso tem me incomodado, até prejudicado.

Na infância uma pessoa, da minha família, me mostrou revistas pornográficas enquanto estávamos sozinhos em casa. Essa pessoa já era adulta. Depois disso fiquei olhando diferente para as mulheres da minha família, para as pessoas ao meu redor, na escola, na rua. Na adolescência conversava sempre, todos os dias praticamente, com colegas de classe e amigos da vizinhança sobre todas as pessoas que conhecíamos em comum, se já tinham visto elas com poucas roupas, ou beijando, ou alisando alguém, e por aí vai… Quando comecei a dar meus primeiros beijos de verdade em garotas ficava preocupado se eu contasse que pensava em sexo quase o tempo todo. E quando meu corpo se mostrou pronto para o sexo real, tudo se tornou mais caótico. Não importava como, eu iria querer provar algo sexual, mesmo se tivesse que pagar favores para amigos e amigas.

Ainda nessa época cheguei ao ponto de masturbar amigos para poder ver suas irmãs, primas, mães, namoradas tomando banho ou trocando de roupa. E fazia duas vezes mais masturbações se pudesse vê-los transando com ficantes ou namoradas. Quando fui para faculdade, aos 18 anos, começou a piorar, pois ficava das 19 às 22:30 por lá, oficialmente, e com isso conheci pessoas mais velhas, mais experientes, mais liberais, que se aproveitaram do meu desejo sem freio para que eu conseguisse o que queria mas sempre pagando algo em troca. Conheci pessoas ligadas ao BDSM, fui voyeur de casais que queriam se mostrar durante o sexo, fui trabalhar numa empresa somente para poder estar perto de pessoas que me interessavam justamente para ter uma chance ao menos de viver alguma situação sexual com essa pessoa ou conhecidos dela. Durante a faculdade minha facilidade em certas matérias me ajudou a conseguir favores sexuais diversos.

Quando me formei trocava minha facilidade com as tarefas do trabalho para ajudar pessoas e trocar por algo sexual, peças de roupa usadas, fotos das mulheres de biquinis, mostrando os pés e pernas etc. Nem sempre deu certo. Briguei verbalmente e fisicamente quando me reprimiam vorazmente. Fui demitido por causa disso também, por desejar a mulher do outro, por transar com recepcionistas e secretárias que eram amantes de seus chefes e de meu chefe…., a pornografia, o sexo, o fetiche, a vontade de ouvir e ver pessoas fazendo sexo, ao menos, sempre me consumiu. Fui amante, tive amantes e continuei a peregrinar pelo mundo sempre com a vontade sexual pronta a vivenciar algo.

Quando casei a primeira vez, fiz de tudo para transformar minha esposa numa mulher aberta a tudo no sexo, atraindo mulheres e casais para nossa cama. Me separei por causa da minha compulsão sexual e depois da separação, após dois meses sem sexo, com a alma arruinada, fui morar com um casal de amigos, que ficaram com pena de mim, sem saber o que estavam atraindo para a vida deles.

Quando casei a segunda vez aconteceu o mesmo. E quando novamente me separei aconteceu de novo, o mesmo ciclo de estudar para poder alcançar melhores posições e continuar minha peregrinação por sexo, por ver pessoas fazendo sexo, por compartilhar minhas vontades com outras pessoas que tinham algo de mim dentro delas…

Agora, aos 37 anos, preciso de conselho. Procurei aqui pois é muito difícil abrir o jogo com minha família, tudo que já pensei e fiz, até mesmo dentro da própria família por favores sexuais e por fetiches me deixam confuso e não consigo me abrir nem com psicólogos, o que dizer de sacerdotes de qualquer religião.

Preciso de conselhos, de amizades sinceras que possam me orientar. Obrigado, grande abraço a todos que lerem e comentarem.

 

 

 

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2 Comentários em "Vício em sexo e em fetiches"

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luuh eduardo Animes

cara vc precisa se tratar com psicologo e psiquiatra e também de Deus infelizmente seu caso é semelhante ao meu eu estava indo pelo mesmo caminho.

Torreforte
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Não precisa ser psicólogo ou psiquiatra para perceber que você claramente tem um transtorno de caráter sexual. Fetishes e fantasias, desde que não prejudiquem ninguém, não são considerados anormais. Porém, a partir do momento que afeta sua vida, a ponto de se tornar uma compulsão, aí é hora de procurar ajuda especializada. E é isso que você precisa fazer.

Olha só, pode ser que você tenha receio de se abrir a um psicólogo mas saiba que eles são treinados para lidar com esse é outros tipos de problema. Existe o conceito de confidencialidade entre ele e você. E caso seja quebrado, ele será penalizado.

Você precisa de um tratamento para assim ter uma vida normal, podendo realizar as atividades cotidianas normais.

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